sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Atenção com os ouvidos do recém-nascido

Para um recém-nascido, os sentidos são fundamentais, pois através deles se relacionam com o mundo. Porém, o bebê pode apresentar problemas nos ouvidos.

Na primeira fase de vida, o ouvido e a vista ajudam o bebê a conhecer o novo ambiente que o rodeia; afinal, ele ficou 9 meses em um ambiente líquido e escuro, embora muito confortável e a uma temperatura ideal. Por este motivo, você deve vigiar seus ouvidos.

Leve em conta que os problemas auditivos são muito comuns em todo tipo de pessoas. Algumas síndromes conhecidas são: síndrome de Usher, síndrome de Waardenburg, além de outras infecções congênitas.

Hoje em dia, devido aos avanços médicos, é possível detectá-las na primeira fase de vida, através de exames que demoram apenas uns minutos. Enquanto o bebê dorme, são examinados os ouvidos e o bebê não sente dor nenhuma. Também, algumas análises são feitas com a criança acordada, mas são rápidas e sem dor.


Fonte: Pesquisa na Internet!

sábado, 4 de dezembro de 2021

31 razões para amamentar

Uma para cada dia do mês!

Por: Departamento Científico da AM da SBP + Prof. Marcus Renato de Carvalho

O Departamento Científico da Sociedade Brasileira de Pediatria lançou essa campanha para celebrar a Semana Mundial de Aleitamento em 2017: excelente iniciativa.

Arquivo pessoal


1. A amamentação diminui a mortalidade de crianças.

Estimativas recentes sugerem que a amamentação, se fosse ampliada para níveis quase universais, poderia prevenir cerca de 12% das mortes de crianças menores de 5 anos a cada ano, ou cerca de 820.000 mortes em países de média e baixa renda.

2. A amamentação exclusiva protege contra mortes infantis causadas por doenças infecciosas.

Crianças menores de 6 meses amamentadas exclusivamente tem risco 41% menor de morrer que as crianças em aleitamento materno predominante, 78% menor que as em aleitamento materno parcial e 88% menor que as não amamentadas.

3. A amamentação diminui o risco da Síndrome da Morte Súbita do Lactente.

As crianças amamentadas têm risco 36% menor de serem vítimas da Síndrome da Morte Súbita do Lactente.

4. A amamentação poderia prevenir mais da metade dos episódios de diarreia.

As crianças amamentadas possuem menos risco de ter diarreia:redução de 63% em menores de 6 meses e de 54% em crianças entre 6 meses e 5 anos,quando comparadas com crianças não amamentadas ou amamentadas por um período menor.

5. A amamentação não só previne o aparecimento de episódios de diarreia, como também diminui a gravidade da doença.

Mais de dois terços das internações hospitalares por diarreia em crianças menores de 5 anos (72%) poderiam ser prevenidas com a amamentação.


Arquivo pessoal


6. A amamentação poderia prevenir um terço das infecções respiratórias nos 2 primeiros anos de vida.

Crianças amamentadas menores de 2 anos tem um risco 32% menor de adquirir infecção respiratória baixa quando comparadas com crianças não amamentadas ou amamentadas por um período menor.

7. Crianças amamentadas têm menos internações por infecção respiratória baixa nos primeiros 2 anos de vida.

Mais da metade das internações por infecções respiratórias baixas (57%) em crianças menores de 2 anos poderiam ser evitadas pelo aleitamento materno.

8. A amamentação protege contra hospitalização por bronquiolite.

As crianças amamentadas por menos de 1 mês tiveram risco 7 vezes maior de serem hospitalizadas por bronquiolite aguda nos primeiros 3 meses de vida.

9. A amamentação protege contra otite média aguda nos primeiros 2 anos de vida.

A amamentação reduz em 33% o risco de otite média aguda nos primeiros 2 anos de vida.

10. A amamentação protege contra rinite alérgica nos primeiros 5 anos de vida.

A amamentação reduz em 21% o risco de rinite alérgica nos primeiros 5 anos de vida.


Arquivo pessoal


11. A amamentação exclusiva protege contra eczema.

Crianças amamentadas exclusivamente por mais de 3-4 meses têm risco 26% menor de apresentar eczema nos primeiros 2 anos de vida.

12. O aleitamento materno protege contra enterocolite necrosante

Recém-nascidos alimentados com leite materno têm risco 58% menor de desenvolver Enterocolite Necrosante.

13. A amamentação protege contra leucemia na infância.

As crianças amamentadas por 6 meses ou mais, quando comparadas com as que mamampor menos tempo ou não são amamentadas,têm risco 20% menor de apresentar leucemia.

14. O aleitamento materno está associado com melhor desempenho nos testes de inteligência em crianças e adolescentes.

Estima-se que crianças amamentadas possuam quociente de inteligência (QI) 3,4 pontos maior na infância e adolescência do que o de crianças não amamentadas. Indivíduos amamentados por 12 meses ou mais apresentaram, aos 30 anos de idade, QI até 3,8 pontos mais elevado quando comparados àqueles amamentados por menos de 1 mês.

15. A criança amamentada é mais estimulada.

As mães que amamentam gastam significativamente mais horas por semana alimentando, carregando, segurando, acalmando ou cuidando da criança.


Arquivo pessoal


16. O aleitamento materno está associado com maior escolaridade.

Indivíduos amamentados por mais de 1 ano, quando comparados com os amamentados por menos de 1 mês, apresentaram aproximadamente 1 ano a mais de escolaridade.

17. Indivíduos amamentados possuem maior renda na idade adulta.

Indivíduos amamentados por mais de 1 ano, quando comparados com os amamentados por menos de 1mês, apresentaram renda maior, em torno de R$350,00, na idade adulta. O QI foi responsável por 72% dos efeitos da amamentação sobre a renda.

18. A amamentação reduz maloclusões na dentição decídua.

Dois terços das maloclusões em crianças com dentição descídua poderiam ser evitadas com a amamentação.

19. O aleitamento materno tem efeito positivo na qualidade da mastigação de pré-escolares.

Crianças amamentadas por 12 meses ou mais apresentam melhor função da mastigação quando comparadas com crianças que amamentam por menor período.

20. O aleitamento materno protege contra sobrepeso/obesidade.

O aleitamento materno poderia reduzir em 26% o risco de sobrepeso/obesidade na infância, adolescência e idade adulta.


Arquivo pessoal


21. Crianças amamentadas têm risco diminuído de diabetes tipo 2.

O aleitamento materno poderia reduzir em 35% o risco de diabetes tipo 2 na infância, adolescência e idadeadulta.

22. A amamentação previne o câncer de mama.

Estima-se que o risco de contrair carcinoma de mama seja 22% menor para as mulheres que amamentaram quando comparadas às que nunca amamentaram, com evidente efeito dose-resposta: redução de 7% em mulheres que amamentaram por um período total menor que 6 meses, de 9% naquelas que amamentaram de 6 a 12 meses e de 26% nas que amamentaram por mais de 12 meses.

23. A amamentação aumenta a sobrevida em mulheres com câncer de mama.

As mulheres submetidas a cirurgia por câncer de mama que nunca amamentaram ou que amamentaram por 6 ou menos meses tiveram um risco quase 3 vezes maior de morrer pela doença quando comparadas com as que tiveram uma história de amamentação maior que 6 meses. Estima-se que 19.464 mortes anuais por câncer de mama são prevenidas com as atuais taxas de aleitamento materno e que um adicional de 22.216 mortes poderia ser prevenidas se a duração do aleitamento materno fosse de pelo menos 12 meses nos países desenvolvidos e de 24 meses nos de média e baixa renda.

24. As mulheres que amamentam têm menor risco de câncer de ovário.

O risco de contrair câncer de ovário poderia ser reduzido em 30% se as mulheres amamentassem por mais tempo. Estima-se que para cada mês de amamentação haveria uma redução de 2% no risco de contrair a doença.

25. A amamentação protege contra o carcinoma de endométrio.

As mulheres que amamentam têm risco 11% menor de desenvolver câncer de endométrio quando comparadas as que nunca amamentaram. Maior duração da amamentação por criança tem associação com menor risco da doença.


Arquivo pessoal


26. A amamentação está associada com menor risco de diabetes tipo 2 na mulher.

O risco de contrair diabetes poderia ser reduzido em 32% se as mulheres amamentassem por mais tempo. Estima-se redução de 9% para cada ano de amamentação.

27. O aleitamento materno exclusivo está associado à diminuição da recorrência de enxaqueca nas lactantes no pós-parto.

As mulheres com enxaqueca antes da gestação e que estavam amamentando exclusivamente tiveram diminuição da recorrência da enxaqueca, com ou sem aura, com 1 e 4 semanas pós-parto.

28. A amamentação tem importante impacto na economia.

Estima-se que a ampliação em 10% nas taxas de aleitamento materno exclusivo até 6 meses ou de amamentação continuada até 12 ou 24 meses poderia reduzir em pelo menos 1,8 milhão de dólares os custos anuais com tratamentos de doenças em crianças no Brasil. E se os índices atuais de AM subissem para 90%, a economia seria da ordem de 6 milhões.

29. O aleitamento materno contribui para a equidade.

O aleitamento materno é um dos poucos comportamentos positivos em saúde que é mais prevalente entre os pobres.

30. O aleitamento materno contribui para a sustentabilidade ambiental e segurança alimentar.

O leite materno é um alimento natural, renovável, que não causa dano ao meio ambiente, produzido e disponibilizado ao consumidor sem poluição, empacotamento ou lixo.

31. A amamentação promove a microbiota intestinal saudável.

Os oligossacarídeos presentes no leite materno são fundamentais para a manutenção de um microbioma saudável na criança, importante para a sua imunidade e também para o desenvolvimento cerebral.


Arquivo pessoal


Fonte com todas as referências: Site Aleitamento.com


quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Sono do bebê: horas de sono, posição adequada e fatores que atrapalham o descanso

O BEBÊ ADOTA DIFERENTES PADRÕES DE SONO NO DECORRER DO PRIMEIRO ANO DE VIDA. ADOTAR UMA ROTINA PODE AJUDÁ-LO A DORMIR TRANQUILO E FELIZ

por Equipe Danone Baby

Durante os primeiros meses de vida, muito do que a criança faz é mamar, sujar as fraldas e dormir. O sono do bebê é muito importante para o seu desenvolvimento e deve ser saudável e tranquilo.

Muitos pais se preocupam quando o filho está aparentemente dormindo demais ou de menos. Ainda que exista um padrão, alguns bebês simplesmente dormem mais do que outros. Há os que durmam a noite toda, sem interrupções, enquanto outros acordam de hora em hora. Durante a infância, a criança vivencia constantes modificações no sono que refletem seu grau de maturidade e desenvolvimento do sistema nervoso central.

QUANTAS HORAS O BEBÊ DORME?

Cada bebê tem seu próprio ritmo de sono. No início da vida, ele ainda está construindo seu ritmo biológico. No primeiro mês, o sono costuma vir em ciclos de três a quatro horas, independente de ser dia ou noite.

Após as primeiras semanas, dorme um período de manhã e outro à tarde. Cada período dura de uma a duas horas. Durante a noite, costuma adormecer cedo, por volta das 20h ou 21h. Acorda para mamar aproximadamente de três em três horas, dormindo logo em seguida. Esse padrão se estende pelos primeiros três meses de vida.

Para alívio dos pais, muitos bebês passam a dormir a noite inteira a partir dos quatro meses. O sono diário continua dividido em dois períodos, mas a duração vai diminuindo gradativamente e chega a ser de apenas meia hora em cada período.

Após o primeiro ano de vida, o soninho do bebê passa a se assemelhar ao de uma criança maior: dorme de oito a dez horas por noite e tira apenas um cochilo durante o dia.

Veja a média de horas de sono do bebê segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP):

Recém-nascidos (0 a 30 dias de vida): 16 a 20 horas

Lactentes até 4 meses: 14 a 15 horas

Lactentes até 12 meses: 13 a 14 horas

Bebês de 1 a 3 anos: 12 horas
COMO AJUDAR O BEBÊ A DORMIR?

Durante o dia, não se preocupe em deixar a casa silenciosa enquanto ele descansa. O recém-nascido precisa se acostumar à rotina da família. Ele poderá cochilar com sons do cotidiano, como janelas abrindo, pessoas conversando e crianças brincando.

Para acostumá-lo a dormir sozinho, boa ideia é colocá-lo no berço enquanto ainda estiver acordado ou assim que acabar de se alimentar. Pode ser mais fácil fazer isso quando ele começar a ficar alerta com mais frequência ou por mais tempo.

Ainda nos primeiros meses, é importante estabelecer uma rotina de sono. Para que o bebê durma tranquilo durante a noite, algumas atitudes podem ajudá-lo:
Reduzir a iluminação do ambiente
Falar pouco ou em voz baixa
Colocar o bebê no berço assim que ele estiver alimentado, de banho tomado e fraldas trocadas
Não trocar a roupinha do bebê, a não ser que seja preciso
Não brincar com o bebê
Ler uma historinha
Cantar uma canção
Dar beijinhos e abraços
ONDE O BEBÊ DEVE DORMIR?

Nos primeiros meses de vida, o bebê pode dormir no mesmo ambiente que os pais, mas a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que seja no seu próprio berço. Durante as primeiras semanas, é possível que ele só pegue no sono nos braços dos pais ou quando eles estão por perto.

O ambiente onde o bebê dorme deve ser limpo diariamente com um pano úmido. Sua roupa de cama também deve ser trocada com frequência, assim como as cortinas do local.

O bebê pode usar travesseiro desde que seja fino, com espessura equivalente à altura do seu ombrinho. Também deve ser firme o suficiente para evitar o afundamento da cabeça e a sufocação.

Nunca use cobertas ou lençóis maiores que o tamanho equivalente ao comprimento dos pés do berço até o travesseiro.
EM QUAL POSIÇÃO O BEBÊ DEVE DORMIR?

A SBP recomenda que durma de barriga para cima (decúbito dorsal) para evitar a morte súbita. Dormir de barriga para cima reduz em até 70% os riscos de morte súbita por asfixia, o que pode ocorrer quando o bebê dorme em outras posições, principalmente de bruços.

Em geral, bebês precisam dormir de barriga para cima até o primeiro ano de vida. Quando aprendem a se virar sozinhos, devem ser deixados na posição que adotam naturalmente.
LACTENTES PODEM TER PROBLEMAS PARA DORMIR?

Durante os primeiros meses, é comum que os bebês acordem muitas vezes durante a noite, o que pode ser cansativo para os pais. Quando ele acorda para mamar, não tem jeito: é a mãe que precisa levantar para alimentá-lo. Mas o ideal é que os parceiros dividam todas as tarefas possíveis.

Além das alterações esperadas na sua rotina, o bebê irá passar por situações que vão afetar a qualidade do sono, como picos de crescimento, nascimento dos dentinhos e doenças ocasionais.

No caso dos picos de crescimento e nascimento dos dentinhos, é preciso ser paciente. Cantar uma canção, fazer carinho ou oferecer um anel de dentição para aliviar o desconforto pode ajudar. Mas caso a situação seja extrema, consulte o pediatra para que ele oriente sobre o que fazer.

Estabelecer uma rotina desde o início é o melhor a fazer para que o bebê tenha um sono tranquilo. Isso pode evitar, inclusive, problemas no futuro, como terrores noturnos ou insônia. Cuidar bem do soninho do lactente é fundamental para a sua saúde e felicidade.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


Sociedade Brasileira de Pediatria (“Filhos: da gravidez aos 2 anos de idade” e “O sono da criança”),

Site oficial do Sistema de Saúde do Reino Unido - NHS (“Helping your baby to sleep”)

Fonte: Pesquisa na Internet!

Como o bebê enxerga?

 Descubras quais são as fases do desenvolvimento da visão do seu filho e quando eles começam a enxergar plenamente


ALINE DINI | EDIÇÃO - RENATA MENEZES08 MAI 2019 

A visão do bebê (Foto: Pixabay/Pexels)


A visão da criança se desenvolve gradativamente. “Dos 2 meses aos 2 anos ela enxerga de perto, identifica cores e detalhes. Dos 2 aos 8 anos surgem as capacidades mais avançadas, como focalizar de longe e perto e ter a percepção espacial”, diz o oftalmologista Fabio Adams, do Hospital Infantil Sabará (SP). Veja exemplos de como isso ocorre*:

Recém-nascido: as primeiras imagens exibidas no córtex visual dos bebês são em preto e branco e muito embaçadas.

(Foto: Getty Images/Westend61)


2 meses: as cores começam a aparecer, sendo que a primeira delas é a vermelha. A visão continua opaca.

(Foto: Getty Images/Westend61)

3 meses: vultos borrados passam a ganhar traços um pouco mais definidos. Já dá para discernir rostos, se estiverem próximos.

(Foto: Getty Images/Westend61)

6 meses: Os traços ficam ainda mais nítidos e o bebê já consegue diferenciar rostos conhecidos, como o do pai e o da mãe.

(Foto: Getty Images/Westend61)

8 meses: Tanto o traço quanto as cores das imagens ficam mais precisos e o bebê enxerga ainda mais longe.

(Foto: Getty Images/Westend61)

1 ano: o bebê já consegue visualizar muito bem detalhes do rosto dos pais e do ambiente ao seu redor.

(Foto: Getty Images/Westend61)

Fonte: Revista Crescer 

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

É através dos sentidos que descobrimos o mundo à nossa volta. Saiba quando e como eles se desenvolvem nos recém-nascidos e como estimulá-los desde a gestação

Por Equipe Danone Baby


Os cinco sentidos ajudam as crianças a descobrir o mundo a sua volta. No recém-nascido, o olfato, o paladar, a visão, a audição e o tato, se encontram em fase de amadurecimento, em diferentes níveis. Entender melhor o assunto ajuda os pais a oferecer os estímulos adequados, que podem contribuir para a ampliação das competências motoras, sociais e afetivas do bebê, e assim potencializar o seu desenvolvimento. Veja mais a seguir.


TATO

O tato ou o sistema tátil é o primeiro dos sentidos a surgir, antes mesmo do nascimento. Com cinco semanas de gestação, por exemplo, o bebê já possui o nariz e o lábio sensíveis, e essa sensibilidade rapidamente se estende para as outras regiões do corpo.

O tato pode ser dividido em quatro tipos de habilidades sensoriais: a capacidade de sentir o toque, isto é, sentir quando a pele está em contato com outro ser ou objeto; a de sentir diferentes temperaturas; a de sentir dor; e noções de posição e movimento do próprio corpo. Todas essas sensações se iniciam na pele, onde estão localizados os receptores, que captam os estímulos e transmitem ao cérebro as regiões do corpo que estão sendo estimuladas. Isso torna o tato um dos sentidos essenciais não só para o desenvolvimento da sensibilidade ao toque, mas para a progressão do sistema cognitivo adequado de uma forma geral.

Contudo, os recém-nascidos não são capazes de perceber esses estímulos com a rapidez de um adulto, bem como não conseguem organizar e interpretar as sensações. Somente quando eles completam seis anos de idade é que conseguirão processar essas informações de forma adequada.
O tato é um importante meio de comunicação e 
formação do vínculo entre a criança e os pais. Acalmar ou despertar o bebê, por exemplo, por meio do toque, é um hábito corriqueiro mas que contribui para o desenvolvimento emocional da criança.

OLFATO

O sistema olfativo, responsável pela habilidade de sentir odor, começa a se desenvolver a partir da 28ª semana de gestação. Ao longo do terceiro trimestre da gravidez, a placenta se torna cada vez mais permeável, possibilitando que o bebê entre em contato com uma vasta gama de cheiros, mesmo dentro da barriga da mãe.

Ele também é capaz de identificar e associar à figura materna o cheiro do
 leite, tendo em vista que ambos se assemelham com o que ele sentia quando estava envolto pelo líquido amniótico. No entanto, apesar dos recém-nascidos já serem capazes de diferenciar os cheiros, tanto quanto os adultos, eles não possuem a percepção consciente dos estímulos. Portanto, suas respostas são norteadas pelo reflexo. Ao passo em que a audição e a visão ainda não se desenvolvem completamente, o olfato e o tato são sentidos que norteiam as experiências primárias dos bebês no mundo.

PALADAR

O sistema gustativo, assim como o olfativo, também surge durante o terceiro trimestre de gestação, sendo um dos sentidos mais importantes para o bebê. Sua relevância não se resume só ao aspecto nutricional. O paladar proporciona experiências sensoriais que podem influenciar o pequeno emocionalmente.

Os bebês são capazes de sentir diferentes sabores antes mesmo de nascer, o que traz consequências para o seu desenvolvimento. Isso pode influenciar a preferência por determinados alimentos e ajudar a identificar a mãe, tendo em vista que muitos dos sabores presentes no líquido amniótico também estão no leite materno.

Os bebês têm preferência por sabores doces, que se assemelham ao sabor adocicado do leite materno, e provocam sensações prazerosas no corpo. Um 
estudo constatou que eles são capazes de reagir positiva ou negativamente para substâncias adocicadas ou amargas.

O momento em que o paladar mais se desenvolve, portanto, é durante a infância. Noções importantes como o que é ou não comestível são aprendidas gradualmente de acordo com a experiência própria e as orientações recebidas pelos pais e familiares próximos.

VISÃO

O sistema visual é um dos mais rudimentares nos recém-nascidos, isso porque ele é um dos únicos a não receber nenhum tipo de estímulo quando os bebês ainda estão dentro do útero da mãe. Apesar dos olhos captarem os pontos de luz, a retina e o cérebro dos bebês, nos primeiros meses de vida, não são capazes de processar as informações que chegam, como formas, cores e distância. No entanto, os pequenos conseguem identificar o rosto de pessoas de maior convivência e principalmente da mãe.

Durante os primeiros meses de vida, os bebês têm uma visão bidimensional, visto que o cérebro ainda não é capaz de identificar a profundidade dos ambientes. Somente quando eles chegam aos seis meses é que desenvolvem completamente as habilidades visuais primárias, como a identificação de profundidade espacial, cor, forma e controle do movimento dos olhos. Com um ano, a tendência é que a visão esteja funcionando em perfeita sintonia.

O sistema visual é um dos mais complexos de todo o organismo humano – o que justifica que ele ocupe uma maior parte do cérebro. E mesmo que se desenvolva tardiamente, quando comparada com a progressão dos outros sentidos, a visão é uma das formas mais estimulantes e enriquecedoras para a construção do mundo durante a primeira infância.

AUDIÇÃO

O sistema auditivo já está completamente formado cerca de 12 semanas antes dos bebês virem ao mundo. Portanto, quando nascem, eles já são capazes de preferir ou preterir determinados barulhos e ruídos. Naturalmente, os pequenos preferem ouvir a 
voz materna, principalmente quando a fala é mansa, de cadência lenta e musicada.

Diferentemente do que acontece com a visão, em relação à audição, os pequenos preferem estímulos mais complexos, como músicas. A audição também difere da visão em outro aspecto: ao passo em que o sistema visual surge mais tardiamente e se desenvolve com rapidez, a audição já está presente desde o início e vai se desenvolvendo gradualmente. Diversos estudos apontam que sua progressão está intimamente relacionada ao desenvolvimento da linguagem.

Outra questão importante diz respeito ao aspecto psicológico e emocional dos pequenos: a audição é responsável por estruturar a fala, uma das formas mais expressivas que temos para colocar nossas emoções para fora. Durante os primeiros meses de vida, ouvir também é uma das únicas formas dos bebês de conseguirem desenvolver noções espaciais através do volume e da frequência das vozes de ruídos.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo - “Desenvolvimento Típico na Primeira Infância”.

Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Fernando Pessoa - “Conhecimento dos pais acerca das capacidades sensoriais dos recém-nascidos”, 2009.

Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - “Desenvolvimento sensorial típico”.

Universidade de São Paulo - Reunião Clínica: Perda auditiva e atraso de linguagem.

Eunice Kennedy Shriver National Institute of Child Health and Human Development (NICHD) - Experience with a flavor in mother's milk modifies the infant's acceptance of flavored cereal, 1999.

Fonte: Pesquisa na Internet!

Feto pode ouvir?

Audição do Feto

O que vamos explorar neste tópico são os aspectos neurofisiológicos da audição humana durante a fase fetal da vida, para fundamentar as atividades que serão propostas na continuação do trabalho.

A partir de quando o feto ouve? O que ele ouve? Como ele ouve? O que podemos fazer com esses conhecimentos? São os principais questionamentos que norteiam o estudo.

Até a 20ª semana de gestação a extremidade medial do meato acústico externo está fechada por uma massa de células epiteliais. Nessa semana há a maturação da orelha interna, sendo o único órgão sensorial a atingir completa diferenciação e tamanho adulto à altura da metade do desenvolvimento fetal. A essa altura, as estruturas da orelha interna e média estão formadas e falta pouco para a ossificação. O plug meatal se desfaz, expondo a membrana timpânica ao líquido amniótico.

A 21ª semana gestacional marca o inicio da aventura sonora do bebê. O aparato neurofisiológico necessário para que ocorra o fenômeno da excitação nervosa por intermédio das vibrações sonoras esta suficientemente estruturado. Não quero com isso dizer que a partir desse instante o feto passa a ouvir tudo, alto e claro. Não é assim que a natureza age.

Mas é a partir daí que, gradativamente, ele começa a ouvir. Estabelece-se, então, o inicio da experiência no universo sonoro intra-uterino.

O bebê, ainda um feto de 21 semanas, tem25 centímetrose pesa250 gramasem média. Está imerso em líquido amniótico, dentro da bolsa das águas, dentro do útero materno, em um ambiente extremamente rico em estímulos sonoros. Prossigamos.

Os ossículos (martelo, bigorna e estribo) que transmitem as vibrações sonoras captadas pelo tímpano para o órgão de Corti, onde se dá a transformação de movimentos mecânicos em impulsos nervosos, estão embebidos em mesênquima, um líquido de relativa densidade.

A pneumatização do funcionamento dos ossículos dá sinal em torno da 34ª semana, no entanto só se acelera com a penetração de ar na orelha média, no nascimento.

O conteúdo aéreo da cavidade timpânica se expande imediatamente após o nascimento com o início da respiração e a entrada de ar na orelha média.

Quando os ossículos soltam-se do mesênquima, a membrana mucosa que conecta cada ossículo às paredes da cavidade do ouvido médio permanece para finalmente se converter nos ligamentos de apoio dos ossículos.

Então vejamos. O feto humano já tem a estrutura neurofisiológica auditiva capacitada para receber estímulos sonoros, no cérebro, na 8ª região cerebral, a partir da 21ª semana.

Ele está imerso em líquido amniótico, com os ossículos embebidos em mesênquima e não completamente ossificados e pneumatizados.

Aqui é imprescindível acrescentar que na água o som se propaga com uma velocidade mais de quatro vezes maior que no ar.

E também tenho que dizer que antes dessa 21ª semana , nós, enquanto fetos, não somos insensíveis aos sons. Alguns cientistas consideram a pele como uma extensão do ouvido durante a gestação.

As vibrações sonoras excitariam o tato, que é anterior à audição.

O corpo da mãe que gera esse bebê é extremamente rico em estímulos sonoros.


Quais são as fontes desses sons?


– O músculo cardíaco produz a pulsação rítmica, principalmente por uma artéria que passa por traz do útero, e sons da circulação sanguínea periférica ao útero.

– Os órgãos ocos (estômago e intestinos principalmente) produzem inúmeros sons, alguns audíveis até aqui fora do corpo.

– Os movimentos peristálticos e os sons da digestão.

– As articulações do esqueleto.

– Os passos da mãe-gestante.


Imagine esse universo-sonoro…


Importante também é informar que o nosso amiguinho feto não está escutando esses sons do corpo da mãe o tempo todo, ininterruptamente. A natureza não permitiria. O bebê em gestação tem um ciclo de sono e vigília característico: dorme, em média, de18 a20 horas por dia, em períodos indefinidos. Está em vigília, isto é, experimentando as sensações que lhe são possíveis, apenas no tempo restante.


É dormindo que a criança cresce


Gravações intraamnióticas feitas com equipamento especial – microhidrofones – detectaram os mais diversos sons, registrando suas intensidades e frequências .

De todos os sons a que o feto está exposto, inclusive os sons externos em alta intensidade, o que se destacou por suas características acústicas particulares é o som da VOZ HUMANA.

Isso mesmo, quando a gestante fala, o som de sua voz se sobressai de todo o ruído de fundo que chega ao feto. A voz que se aproxima do ventre materno, principalmente nas últimas semanas de gestação, também tem grande abrangência e alcance.

Com isto deduz-se que o feto humano ouve com especial destaque a voz da mãe e dos próximos a ela desde, praticamente, a metade da gestação.


Mas, analisemos mais detalhes sobre essa percepção tão importante.


O bebê em gestação ouve a voz da mãe nas suas características particulares de ritmo, entoação, variação de frequências e timbre, mas alguns cientistas afirmam que não é possível distinguir a articulação das palavras.

Para que se ouça a palavra articulada é necessário que haja ar entre o emissor e o receptor, o que não acontece com o feto. Ele está, como já vimos, imerso no líquido amniótico. Mas já vimos também, no líquido o som se propaga com maior velocidade.

Então ele ouve a voz, mas não a palavra. Mas banha-se no sonoro. Banha-se inteiro no timbre da voz da mãe e nas suas características particulares que a diferem de qualquer outra pessoa. Nossa voz é como uma impressão digital sonora de nós mesmos. Só nós a temos.

Durante o tempo de gestação que tiver depois da 21ª semana, o feto estará experimentando paulatinamente o ambiente sonoro no qual viverá depois de nascido, daqui há algumas semanas.

Posso afirmar que o som é o cartão de visitas da vida.

Então, é pelo som da voz da mãe e dos próximos a ela que temos o primeiro contato com o ambiente em que nasceremos.

A memória começa a se estabelecer nessa mesma época.

Fonte: Pesquisa na Internet!

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