quarta-feira, 25 de maio de 2022

Mão-Pé-Boca: Você Conhece Essa Doença?

 Algumas doenças podem ser bem silenciosas e outras altamente contagiosas, como é o caso da mão-pé-boca. Embora também possa acometer adultos, ela é muito mais frequente em crianças.

O seu principal sintoma se desenvolve justamente nessas três partes do corpo, por isso o quadro foi apelidado dessa forma por especialistas e pelos pais.

Chegou a hora de conhecer um pouco mais sobre a mão-pé-boca e entender como essa doença se desenvolve, quais são os sintomas característicos, riscos e tratamento. Acompanhe o conteúdo e tire todas as suas dúvidas.


Foto: Google Fotos

Mão-Pé-Boca você conhece essa doença?


A doença mão-pé-boca é causada pelo vírus Coxsackie, que compõe a família de enterovírus e ataca o aparelho digestivo da criança.

Com a volta das atividades presenciais a partir do abrandamento do distanciamento social, muitos estados estão relatando um número alto de crianças com a doença.

Isso ocorre porque a mão-pé-boca é uma doença viral e altamente contagiosa. A transmissão é muito rápida e em alta escala. Com as crianças voltando a se encontrar alguns especialistas falam em um possível surto da doença.

Principais sintomas desse quadro


O principal sintoma é o surgimento de pintinhas vermelhas nas palmas das mãos, nas solas dos pés e na boca. Por isso o nome da doença faz alusão a essas partes do corpo.

As feridas aparecem primeiro na boca, onde se tornam aftas e podem comprometer o apetite, fazendo com que a criança coma bem menos por conta do incomodo causado pelo quadro.

Depois as manchas vermelhas se espalham para as outras partes do corpo, parecendo uma catapora no começo e logo evoluindo para pequenas feridas.

Além desses, há outros sintomas também, como:


  • Febre alta;
  • Dor de garganta;
  • Feridas na faringe e amígdalas;
  • Mal-estar;
  • Vômito.

É importante esclarecer que nem sempre a criança apresenta todos os sintomas. Por exemplo, vômito e diarreia não costuma acontecer em todos os casos. Além disso, as bolinhas que evoluem para feridas podem surgir também em outras partes do corpo além das citadas.

Transmissão do vírus


Como dissemos antes, o vírus que causa a doença mão-pé-boca tem origem no trato digestivo. A criança pode apresentar sintomas alguns dias após ter contraído o vírus.

Porém, a primeira semana é a que o vírus tem maior potencial de transmissão. Esse contágio acontece através do contato com saliva, fezes ou objetos contaminados.

A grande questão a respeito do vírus Coxsackie é que a única forma de conter o contágio é investindo em uma boa higiene para que a criança não contraia e, caso já esteja contaminada, não transmita.

Risco de complicação:


De modo geral o quadro não tende a evoluir de maneira muito preocupante, mas costuma incomodar. Alguns poucos casos podem chegar a se agravar, se não houver tratamento dos sintomas, transformando-se em:

Meningite asséptica;


  • Encefalite;
  • Síndrome de Guillain-Barré;
  • Miocardite;
  • Inflamação do pulmão;
  • Edema pulmonar;

Porém, o risco mais comum é de que a criança fique desidratada. Como as crianças ficam doloridas e incomodadas por conta das aftas, muitas não conseguem consumir água. Some a isso o fato de estarem vomitando ou com diarreia e temos o cenário perfeito para uma desidratação.

A desidratação, por sua vez, pode, sim, se tornar severa e preocupante. Por isso os pais e responsáveis devem ficar atentos para que a criança continue se hidratando corretamente, apelando para soro quando necessário.

Mão-pé-boca tem cura?


Felizmente essa doença tem cura, mas por ser viral pode ter reincidência. O ideal é consultar um pediatra ou um clínico-geral que possa orientar acerca do melhor tratamento. O médico tende a receitar medicamentos que aliviem os sintomas.

Assim, o organismo da criança se fortalece para conseguir combater o vírus. Os remédios mais usados em caso de mão-pé-boca são analgésicos para conter as dores das feridas e antitérmicos para diminuir a febre.

Duração dos sintomas:


Em média os sintomas permanecem por uma ou duas semanas. O tratamento deve ser iniciado o quanto antes para evitar as evoluções do quadro.

As lesões que aparecem pelo corpo tendem a desaparecer sem deixar sequelas. No entanto, infelizmente o corpo humano não cria anticorpos contra a doença e a criança pode voltar a ter o problema. Justamente por isso não existe uma vacina contra esse vírus.

Diagnóstico da doença


Por ser uma doença com aparência bem característica, é comum que o quadro seja identificado facilmente através de exames clínicos. Porém, o médico pode pedir um PCR para identificar qual é o vírus acometendo o pequeno paciente.

O PCR é um exame que se tornou mais conhecido durante a pandemia do coronavírus. Você com certeza ouviu falar dele nesse período. Se trata de um exame de análise laboratorial. É colhida uma amostra do sangue e encaminhada a um laboratório para checagem.

Mão-pé-boca só pega em criança: verdade ou mentira?


Mentira! Embora o vírus seja mais comum entre crianças de até cinco anos, ele pode, sim, acometer adultos. E da mesma forma que acontece com os pequenos, o adulto se torna um vetor, capaz de transmitir a doença para outras pessoas.

Esse vírus é mais comumente transmitido durante as estações mais frias do ano, o outono e o inverno. Também é um período em que muita gente lava menos a mão, o que facilita o contágio.

Principais cuidados após o diagnóstico
Se o seu filho ou filha for diagnosticado com essa doença, não se apavore. Mas alguns cuidados são essenciais:

Afastamento social:


A criança deve ser privada de contato social durante todo o tratamento e recuperação. Isso porque o vírus continua ativo e pode contaminar outras pessoas. Atividades escolares, passeios e visitas devem ficar suspensos temporariamente.

Alimentação e hidratação:


Já falamos sobre isso, mas vale a pena reforçar: os pais devem manter as crianças hidratadas. Se as feridas na boca forem mais complicadas, ou a dor de garganta impedir a alimentação, converse com o pediatra para buscar uma alternativa possível.

Tenha paciência:


É muito provável que a criança fique mais chorosa e manhosa nesse período. As aftas doem, assim como as bolhas que surgem nas palmas das mãos e na sola dos pés. Então os pais precisam ter paciência para lidar com a situação, sobretudo com os menorzinhos.

Tem como evitar a doença?


A higiene continua sendo uma arma poderosíssima contra esse e outros tipos de contágios.

As crianças devem ser orientadas a lavar as mãos sempre após o uso do banheiro ou depois de tocarem lugares públicos, como brinquedos de parques, transporte público, bancos etc.

Além disso, deve-se evitar levar as mãos sujas até a boca, olhos ou nariz. Esses são os principais canais para entrada de vírus no corpo humano – por isso mesmo estamos usando máscara durante a pandemia para manter ao menos duas dessas portinhas bloqueadas.

No mais, pais e mães devem manter a atenção e levar a criança ao médico caso percebam qualquer anomalia. Lembre-se que muitas doenças são silenciosas e não dão sinais. No caso de mão-pé-boca temos pelo menos o alerta de que alguma coisa está errada.

Fonte: Grudadinhos


segunda-feira, 23 de maio de 2022

Sete coisas que mudam em sua vida quando seu filho nasce

 Depois dos nove meses de gestação, passar pela experiência de viver o processo de parto e tomar seu bebê nos braços, sua vida inevitavelmente dará um giro de 180 graus, porque a partir desse dia nada será como antes e dificilmente será parecido com aquilo que você tinha planejado.

E a pergunta óbvia que surge depois disto é, mudará para melhor ou pior?... A verdade é que com o passar dos dias, você perceberá que depende unicamente do ponto de vista com o qual é enxergado e do muito ou pouco que custar se adaptar às grandes mudanças que vão acontecendo na vida.

A revolução que produz a chegada de um novo ser humano vulnerável e frágil a casa é total, portanto, é quase impossível enumerar os desafios que isto significa, mas fica mais que claro que é uma ótima oportunidade para aprender, crescer e sermos melhores seres humanos.

Porém, há algumas mudanças que costumam ser comuns à maioria das mães. Aqui mencionamos algumas delas:


1. Você descobre em seu interior uma força que te pega por surpresa e até assusta por sua intensidade. Você se sente como uma leoa, preparada para defender seu "filhote" com suas próprias unhas e dentes.


2. Você percebe que pode ir além de seu limite e do limite de seu limite, e do limite do limite de seu limite... E isso te faz sentir infinitamente exausta e fadigada, mas ao mesmo tempo, infinitamente capaz (que verdade tão certa!).


3. Você sente crescer dentro de você um amor tão forte, poderoso e profundo que, às vezes, até assusta e confunde. “Serei capaz de amar outra pessoa como esta criança”? você se pergunta. Você já verá que sim (e essa será sua grande surpresa quando seu próximo filho nascer).


4. Você começa a entender, respeitar e admirar seus pais como nunca antes na vida - "não é possível que minha mãe tenha feito isso tudo", você pensará. Tão novinha e sem fraldas descartáveis! - e cresce genuinamente sua compreensão e gratidão para com eles.


5. Pela primeira vez, você compreende que "sacrifício" não significa sofrimento, mas: "sacro" + "ofício", ou seja, "trabalho sagrado". Você entende a enorme importância da função que ocupa no mundo como mãe e o grande valor de seu trabalho.


6. Aumenta sua compaixão por todas as crianças. Aos poucos, você vai se tornando mãe não só de seus próprios filhos, mas também dos demais bebês do mundo. Você não aguenta ver criança sofrendo nas notícias, filme, televisão e nas ruas.


7. Em sua casa, vida e trabalho prevalecerá uma nova ordem, ou melhor, uma desordem. Aceitá-lo é a chave para sua felicidade e paz interior, que dizer, desista e desfrute.

domingo, 22 de maio de 2022

Power Pump para Amamentação: Estimule a Produção do seu Leite

 

Foto Internet

O Power Pump para amamentação é indicado para mães que precisam estimular a fabricação de leite ou para aquelas que precisam armazenar leite por alguma razão. Uma boa dica de tempo de ordenha dada pela psicóloga especializada em amamentação Bianca Balassiano é:

20 minutos de ordenha + 10 minutos de descanso;

10 minutos de ordenha + 10 minutos de descanso;

As mães devem adaptar o bombeamento à sua rotina considerando sempre a demanda do bebê, inclusive garantindo intervalos entre as mamadas e o power pump para que não falte leite.

Das tarefas que uma nova mãe assume, a amamentação é sem dúvidas a mais prazerosa – e uma das mais desafiadoras e difíceis também. Se adaptar às necessidades do bebê e entender o jeitinho da “pega”, ou seja, como o bebê consegue sugar sem machucar, é um processo lento – e nem sempre fácil.

Mas uma das questões mais frequentes enfrentadas pelas lactantes é com relação à produção do leite. Quando ela não é suficiente para manter a criança satisfeita, os médicos tendem a indicar o leite artificial como saída.

Essa dica deve ser seguida. Manter o bebê nutrido deve ser a sua prioridade. Mas é possível, em paralelo, adotar um cronograma de power pump para amamentação, estimulando a produção de leite e facilitando o processo.

O que é o Power Pump Para amamentação?

Power Pump para amamentação é um cronograma de exercícios que estimula a fabricação do leite materno. A técnica é indicada em diferentes situações, sendo algumas delas:

Mães com baixa produção de leite;

Mães de bebês prematuros;

Mulheres que sofreram redução mamária;

Profissionais que pretendem retornar ao trabalho, mas querem manter o aleitamento materno.

O leite materno é produzido através da indução, ou seja, quanto mais o bebê mama, maior quantidade de leite é produzida. O que o power pump faz é justamente aumentar esse estímulo mesmo quando o bebê não mama o suficiente.

Segundo a psicóloga especializada em amamentação Bianca Balassiano, a técnica é indicada para qualquer mulher que esteja no grupo de risco de ter o leite artificial indicado para o bebê.

Descubra Como É Feito O Power Pump

O Power Pump é um processo de ordenha. A ideia é simular a sugada do bebê com auxílio de uma bomba específica. Ela pode ser adquirira em hospitais, gratuitamente, alugada ou comprada.
O ideal é que a mulher tenha acesso à duas bombas para estimular ambos os seios simultaneamente. No entanto, o extrator de leite tem custo razoavelmente alto, por isso é importante saber da possibilidade de alugar ou pegar emprestado em um hospital.

Rotina de ordenha

Não há uma regra para a rotina de ordenha para o power pump amamentação.  O importante é a mulher entender o que funciona para ela e pode realmente trazer resultados.

Muitas mães iniciam o processo almejando fazer o impulso por 1 hora ao dia. Segundo Bianca Balassiano, porém, existem diferentes possibilidades para uma agenda de power pump. Algumas opções são:

20 minutos de ordenha + 10 minutos de descanso;

10 minutos de ordenha + 10 minutos de descanso;

Uma dica é bombear logo pela manhã. Muitas mães têm maior quantidade de leite nas primeiras horas do dia. Também é importante definir os horários de modo que, se você estiver amamentando, não interfira na quantidade de leite que deixa para o bebê.

Entenda que cada mãe e cada bebê são diferentes e possuem suas demandas. Por isso é essencial que você entenda como funciona melhor no seu caso e respeite o seu tempo e de seu pequeno.

Dicas importantes na hora de bombear

O power pump para amamentação precisa de alguns cuidados que garantem a segurança e bem-estar da mãe e do bebê. Veja algumas dicas de como realizar isso de forma mais segura e qualificada.

Leia o funcionamento da bomba. É importante entender se há alguma especificidade sobre o modelo que está usando;

Escolha um local tranquilo e sente-se de maneira confortável para a missão;

Lave as mãos com água e sabão antes de começar;

Monte o kit e verifique se precisa de baterias ou pilhas para a bomba.

Quanto devo bombear?

A quantidade correta a ser bombeada depende de uma série de fatores. É preciso analisar quais são as demandas do seu bebê, o tipo de bomba que você utiliza, em que momentos do dia faz o power pump etc.

Então, saiba que não há uma quantidade exata, tampouco uma regra sobre isso. Faça com calma, seguindo o seu cronograma e conforme as demandas de seu bebê.

Se há necessidade de aumentar a produção de leite materno, o aconselhável é que comece a bombear o quanto antes para aproveitar a demanda de seu corpo e elevar a quantidade.

Realizar massagens – antes e depois do bombeamento – também ajuda a estimular a fabricação e evita dores, promovendo mais conforto para a mãe durante todo o processo de amamentação.

Parando com o power pump

Quando decidir parar o processo de bombeamento é necessário fazer isso gradualmente. O Power Pump para amamentação aumenta a produção de leite, e conforme as mamadas forem diminuindo, você vai perceber que estimular a produção pode não ser mais necessário.

Isso acontece geralmente quando o bebê passa a se alimentar com outros alimentos, deixando a exclusividade do aleitamento materno. Mas isso não é uma regra determinante, pois cada criança é única e pode perfeitamente manter a saúde consumindo novos alimentos e mamando normalmente a mesma quantidade.

Mas quando chegar a hora de parar, uma das dicas nesse caso é que passe a bombear somente quando sentir os seios cheios e somente o suficiente para evitar o desconforto. Deixar os seios cheios demais aumenta riscos de dores, e o power pump para amamentação pode ajudar a diminuir isso.

Power Pump amamentação: um auxílio à rotina alimentar do bebê

A amamentação é um período único na vida de mães de bebês. Nem sempre é uma tarefa fácil, contudo, as mulheres que experimentam, são unânimes em dizer que passados os dias iniciais – que são mais desafiadores – cada mamada é uma oportunidade de fortalecer o vínculo de amor entre mãe e filho.

O Power Pump amamentação é uma técnica que tem o objetivo de trazer às mães maior controle sobre o processo de produção de leite, facilitando a organização rotineira das mamadas – o que por si só, já traz mais tranquilidade para a mulher, sobretudo as mães de primeira viagem.

Geralmente, a amamentação não é um período longo para grande parte das mulheres – para a maioria não ultrapassa 1 ano. Sendo assim, busque vivenciar essa experiência da forma mais confortável possível e use técnicas como o Power Pump se achar necessário.

Conte para nós se você já conhecia essa técnica e compartilhe sua experiência conosco. Vamos adorar saber mais e seu depoimento pode ajudar outras mães a respeito do assunto.


quarta-feira, 18 de maio de 2022

BLW: conheça um método diferente de introdução alimentar para o bebê

 

Foto internet

A recomendação oficial da Organização Mundial de Saúde é que os pais comecem a oferecer alimentos para complementar a amamentação assim que os filhos completam 6 meses de idade. Os pediatras orientam que essa introdução seja feita com as tradicionais papinhas. No entanto, a indicação das papinhas é uma prática herdada do tempo em que se acreditava que os bebês precisavam de outros alimentos, além do leite materno, já aos 3 ou 4 meses de idade. Atualmente, existe uma forma mais moderna de apresentar novos alimentos para o bebê: é o BLW ou Baby-led Weaning.

O método BLW é o “desmame guiado pelo bebê.” Ele já senta à mesa e participa das refeições familiares a partir dos seis meses!

Como funciona o BLW?

Depois de colocar o bebê sentado, junto à família, na hora das refeições, é importante disponibilizar alimentos apropriados, com porções e formatos que a criança consiga pegar com as mãos e levar sozinha à boca.

Os pais colocam os alimentos cortados e amassados ao alcance do bebê, e ele escolhe quando e como levar os pedaços à boca.

Todos os bebês já estão preparados para o BLW?

Aos 6 meses, os bebês já estão mais preparados para praticar com alimentos que exigem mastigação. Prova disso são as habilidades normalmente conquistadas nessa fase, como se sentar sem apoio, levar objetos à boca com as mãos e demonstrar interesse no que os adultos comem.

A não ser, claro, que a criança tenha necessidades de saúde específicas – se nasceu prematura, por exemplo, ou se tem algum atraso no desenvolvimento.

Que tipos de alimentos podem ser oferecidos?

De uma forma geral, uma vez que o bebê tem as condições de fazer o BLW (ex: já senta sozinho, sustenta a cabeça), não há necessidade de restringir os alimentos que podem ser oferecidos ao bebê (a menos que exista histórico familiar de alergias ou suspeita de alterações no sistema digestivo).

Idealmente, ofereça frutas in natura e legumes levemente cozidos para que fiquem macios o suficiente para serem mastigados com a gengiva e duros o suficiente para que não sejam amassados quando o bebê pegar com a mão. Inicialmente, é melhor oferecer as carnes em pedaços grandes, para serem apenas explorados e sugados – o bebê vai “chupar” a carne.

Cortar as tiras de carnes no sentido transversal das fibras irá ajudar os bebês a retirar fiapos de carne com a força da mordida – ainda que não tenham dentes. O arroz e o feijão podem ser servidos em forma de bolinhos (simplesmente amasse com a mão para formar bolinhos).

Bebês pequenos têm melhor desempenho com alimentos em forma de batata-frita ou tem uma “alça” (como o cabo do brócolis, por exemplo), pois são mais fáceis de segurar. Frutas e legumes escorregadios podem ser deixados com a casca, para facilitar que o bebê segure.

Como os bebês reagem ao BLW?

No início, é esperado que o bebê brinque com os alimentos mais do que coma. Não se preocupe, jamais o obrigue a comer, pois muitos bebês levam um tempo até começarem, de fato, a se alimentar e é comum ingerirem quantidades pequenas até os 8 ou 9 meses. Às vezes, até mais tarde.

Não se deve apressar o bebê. Deixe que ele leve o tempo necessário para terminar de comer. Para evitar o estresse, escolha uma hora em que não esteja irritado ou com muita fome.

Uma das grandes vantagens do BLW é que o método oferece aos bebês a oportunidade de conhecer diferentes texturas e sabores.

A cada refeição, eles vivem experiências novas e desenvolvem a capacidade de diferenciar o que gostam do que não gostam. Isso é impossível quando se trata das papinhas, em que os ingredientes se apresentam misturados, impedindo que o bebê sinta as texturas e os sabores de cada alimento.

Quais os benefícios do BLW?

O método estimula a autonomia desde cedo, pois permite ao bebê escolher o que, quando e quanto comer. Estudos concluíram que bebês que se alimentam sozinhos têm menos risco de se tornarem obesos no futuro, em comparação com os que recebem papinhas, pois desenvolvem mais cedo a capacidade de regular o próprio apetite e identificar o momento em que estão satisfeitos. Sem contar que ganham a chance de praticar a coordenação motora e as habilidades sociais, ao participar das refeições em família!

Você já experimentou ou conhece alguém que tenha utilizado o BLW? Responda abaixo. Se quiser, você também pode ajudar outras pessoas a conhecerem o BLW, compartilhando este artigo nas redes sociais.


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